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Saneamento Salva: cartilha criada com agentes de saúde vira ferramenta de orientação em comunidades do Rio e da Baixada 

Postado por [email protected] em 18/maio/2026 -

Lançamento da publicação reúne pesquisadores e agentes sanitários e de saneamento em torno do debate sobre prevenção de doenças, soluções sustentáveis e o papel estratégico de equipes comunitárias em territórios vulneráveis 

A Águas do Rio, em parceria com agentes comunitários de saúde que atuam em Clínicas da Família e Centros de Saúde municipais em comunidades do Rio de Janeiro e da Baixada Fluminense, lançou nesta sexta-feira (15) uma cartilha educativa sobre saneamento básico e saúde preventiva. O material foi apresentado durante o evento “Saneamento e Saúde em Diálogo”, realizado na sede da concessionária, no Centro do Rio, e contou com a participação da médica pneumologista e pesquisadora Margareth Dalcolmo, da pesquisadora e doutora em Ciência da Fiocruz Maria Fantinatti Fernandes e do presidente do Instituto Aegea, Édison Carlos.       

O material vai auxiliar o trabalho dos agentes de saúde nas comunidades e nasceu de encontros entre os profissionais da Responsabilidade Social da Águas do Rio e da atenção básica. A publicação explica, de forma simples, como a falta de água tratada e de coleta e tratamento de esgoto afeta a saúde, além de trazer orientações práticas para o dia a dia, como identificar doenças de veiculação hídrica, entre elas hepatite A, diarreia e febre tifoide, manter a caixa d’água limpa e explicar os benefícios das obras de saneamento que avançam nos 27 municípios atendidos pela concessionária. 

‘Diamantes do SUS’

Ao abrir a mesa de debates, Margareth Dalcolmo chamou os agentes comunitários de saúde de “os diamantes do SUS” e destacou o papel desses profissionais na construção de confiança dentro das comunidades. “Sem vocês, tudo que a gente faz cai por terra”, afirmou. Segundo a médica, os agentes são fundamentais para conscientizar moradores sobre prevenção de doenças e para aproximar a população das transformações levadas pelas obras de saneamento.

A pesquisadora da Fiocruz Maria Fantinatti Fernandes reforçou que investir em saneamento também significa reduzir desigualdades sociais. Ela explicou que doenças associadas à exposição contínua ao esgoto podem comprometer o desenvolvimento físico e cognitivo de crianças, afetando inclusive o desempenho escolar e as oportunidades futuras.

Já o presidente do Instituto Aegea, Édison Carlos, destacou que os impactos da falta de saneamento atingem toda a sociedade, ainda que muitas vezes sejam invisíveis para quem vive em áreas já estruturadas. “Quem sempre teve saneamento nem sempre percebe a importância desse serviço. E quem nunca teve acaba naturalizando situações de risco”, afirmou.

Para a gerente de Responsabilidade Social da Águas do Rio, Tâmara Mota, a parceria construída com os agentes comunitários fortalece a capacidade de diálogo com os moradores e amplia o alcance das ações educativas desenvolvidas nos territórios. Segundo ela, a nova cartilha simboliza a construção coletiva entre conhecimento técnico e experiência prática vivida diariamente pelos agentes de saúde nas comunidades.

O agente comunitário de saúde Alexandre Silva destacou os impactos positivos desses encontros. “O nosso grupo está aprendendo muito com essas trocas de experiências e informações, porque estamos recebendo informações bem específicas sobre saneamento, o que está ajudando o desempenho do nosso trabalho. Por exemplo, a gente agora sabe como ensinar da forma mais correta sobre uma limpeza de caixa d’água e explicar para o morador a importância desse hábito”, contou.

Investimento em saneamento é investimento em saúde 

Universalizar os serviços de água e de esgotamento sanitário até 2033, como prevê o Marco Legal do Saneamento, é o compromisso que orienta a atuação da Águas do Rio desde o início da concessão, em novembro de 2021. Nesse período, a empresa investiu R$6,3 bilhões e passou a conduzir uma transformação que se traduz em avanços concretos para a saúde pública, a dignidade da população e a recuperação ambiental de regiões historicamente impactadas pela ausência de saneamento básico.

Ao longo dos 35 anos de concessão, estão previstos cerca de R$24,4 bilhões destinados diretamente à ampliação e universalização dos serviços. O impacto sobre a saúde pública também se traduz em números: segundo estudo do Instituto Trata Brasil, a universalização do saneamento no estado do Rio de Janeiro deve gerar uma economia de R$101,4 milhões ao sistema de saúde até o final da concessão, em internações que simplesmente deixarão de acontecer.

Da Urca a Paquetá: travessia inédita transforma braçadas em alerta pela Baía de Guanabara

Postado por [email protected] em 01/abr/2026 -

Ultramaratonista aquática Patrícia Farias supera vento, chuva e correntezas ao longo de 26 km, chamando atenção para avanços na recuperação ambiental daquele ecossistema

Ao amanhecer diante da Baía de Guanabara, a ultramaratonista aquática Patrícia Farias mergulhou na Praia da Urca para iniciar uma travessia inédita que uniu esporte, conscientização e um novo olhar sobre as águas do Rio. A jornada marcou o último dia do Mês da Água, nesta terça-feira (31), e teve como destino final a Ilha de Paquetá. Foram cerca de 26 quilômetros, com uma reta final marcada por chuva, vento e correntezas, em um trajeto cercado por alguns dos cenários mais emblemáticos da cidade, como o Pão de Açúcar, a Ponte Rio–Niterói e a Praia do Flamengo, até a chegada à bucólica Ilha de Paquetá. 

Concluído em 7 horas e 10 minutos, o percurso atravessou a intensa movimentação da baía, com navios cargueiros, balsas e traineiras. Durante toda a travessia, embarcações de apoio acompanharam a atleta e recolheram plásticos, isopor e outros resíduos, tornando visível um hábito comum nas cidades: o descarte incorreto de lixo, que acaba sendo levado muitas vezes pelas chuvas até rios e canais antes de chegar à Baía de Guanabara. 

A atleta passou por praias antes não balneáveis, como as da Urca, Flamengo, Glória e Paquetá, que hoje registram melhora consistente na qualidade da água, resultado do trabalho da Águas do Rio, empresa da Aegea, na recuperação do sistema de esgoto na capital e em outros municípios do entorno da baía. Hoje, cerca de 130 milhões de litros de esgoto por dia deixaram de ser despejados nesse ecossistema, um avanço relevante que, ao longo dos próximos anos, ainda fará parte de uma transformação contínua.

A retirada do esgoto, no entanto, não é suficiente para recuperar a mais bela das baías. De acordo com Patrícia, o desafio da travessia vai além do esporte. Ela faz um alerta sobre a importância ambiental de a sociedade cuidar do lixo que produz: 

“Costumo dizer que nado com um propósito, que é passar uma mensagem para que todos olhem com mais cuidado para a natureza e os nossos oceanos. Eles são vida e precisam de cuidado e carinho. As coisas estão melhorando na Baía de Guanabara e, se cada um fizer a sua parte, sem dúvida avançaremos ainda mais”, afirma.

A chegada à Ilha de Paquetá foi marcada por emoção e sensação de dever cumprido. Ao lado do técnico Renato Ribeiro, idealizador do percurso e responsável pela equipe de natação em mar aberto Navegantes, com base em Copacabana, Patrícia celebrou o feito.

“Foi um baita desafio. Já próximo da Praia da Moreninha, a ondulação ficou constante, entrou vento e teve chuva, o que aumentou o grau de dificuldade. Conseguir foi espetacular”, conta.

Reconhecida nacional e internacionalmente por seus feitos em águas abertas, Patrícia soma agora a travessia Urca–Paquetá ao seu histórico de grandes desafios, que inclui percursos como Leme–Pontal, no Rio de Janeiro, a tradicional Capri–Napoli, na Itália, Bolívia–Peru e a travessia do Rio Negro, na Amazônia.

Baía de Guanabara segue em recuperação

A travessia marcou simbolicamente o encerramento do Mês da Água, cujo dia é celebrado em 22 de março, reforçando que a recuperação da Baía de Guanabara é um processo contínuo, que depende tanto de investimentos em infraestrutura quanto do engajamento da população em práticas simples, como dar destinação adequada a todo tipo de resíduos.

Para o diretor institucional da Águas do Rio, Sinval Andrade, a travessia representa mais do que um desafio esportivo: ela simboliza novas possibilidades que surgem com o avanço do saneamento.

“Nosso trabalho é uma jornada de fôlego, com vitórias a cada dia. Tem muito a ver com o desafio da Patrícia, porque é de longo prazo, se vence a cada braçada e encontra dificuldades que precisam do apoio da sociedade, como o despejo inadequado de lixo e óleo na baía. Estamos juntos nessa ação para fazer esse chamamento à população. Neste Mês da Água, reforçamos que proteger a baía e os oceanos é um trabalho de todos. Fizemos muito nesses quatro anos, mas ainda temos muito a fazer. Quando a sociedade vê os primeiros resultados surgindo, ela se engaja com muito mais facilidade”, afirma.

Até 2033, a concessionária do grupo Aegea prevê investimentos de R$ 19 bilhões para universalizar o esgotamento sanitário em toda a sua área de atuação. Parte desses recursos está destinada à implantação de sistemas de esgoto no entorno da Baía de Guanabara que vão direcionar os efluentes para tratamento adequado.

Dia Mundial da Água: investimentos ampliam abastecimento e transformam a rotina de milhares de famílias no Rio

Postado por [email protected] em 23/mar/2026 -

Implantação de redes, recuperação de sistemas e novos bombeamentos ampliam a capacidade de abastecimento em diferentes regiões do estado

“Passei mais de 40 anos refém de uma bomba para ter água em casa. Hoje me emociono vendo minha mãe tomar banho de chuveiro, sem usar canecos. Ainda tenho uma conta no meu nome, um comprovante de residência, isso é dignidade.” O relato é de Rita de Cássia dos Santos, de 57 anos, moradora do bairro Ouro Preto, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. A cerca de 40 quilômetros dali, no Morro da Formiga, na Tijuca, Zona Norte carioca, Maria de Lourdes da Silva, de 70 anos, compartilha o mesmo sentimento: “Ter água encanada foi um sonho realizado. Durante muito tempo andei até cachoeiras e bicas para encher baldes. Agora posso fazer minhas coisas em casa e até  botar uma piscininha no quintal, fazer um churrasquinho. Vou viver o que não vivi.”

Histórias como as de Rita e Maria ajudam a traduzir, no Dia Mundial da Água, celebrado neste domingo (22/3), o impacto direto da ampliação do abastecimento na vida de milhares de famílias. Elas estão entre milhares de moradores do estado do Rio de Janeiro que passaram a contar, pela primeira vez, com o abastecimento formalizado, ligação ativa, cadastro no sistema da concessionária e emissão de conta, o que garante acesso oficial ao serviço.

Os avanços que beneficiaram essas regiões são resultado de um conjunto de investimentos e intervenções da Águas do Rio, concessionária do grupo Aegea responsável pelos serviços em parte do estado desde novembro de 2021. Ao todo, já foram aplicados R$ 5,5 bilhões em melhorias que alcançam cerca de 10 milhões de pessoas em 27 municípios fluminenses, com ações que incluem a implantação e substituição de 1,8 mil quilômetros de redes, instalação de novos boosters (sistemas de bombeamento) e a reforma de estações elevatórias e de reservatórios. Soma-se a isso a recuperação de sistemas que passaram décadas sem manutenção adequada e do monitoramento em tempo real realizado pelo Centro de Operações Integradas (COI), um dos mais modernos da América Latina.

Mais do que ampliar a infraestrutura, os aportes têm impacto direto na qualidade de vida da população. Segundo especialistas, o acesso regular à água tratada representa ganhos significativos para a saúde pública, reduz riscos sanitários e traz mais dignidade ao cotidiano das famílias, especialmente em regiões que historicamente enfrentaram irregularidades no abastecimento.

Para o diretor institucional da empresa, Sinval Andrade, os resultados vão além dos números e refletem uma atuação próxima das comunidades.

“Nosso trabalho é feito olhando no olho das pessoas, batendo de porta em porta, entendendo a realidade de cada família. Quando escutamos a história de quem teve acesso à água tratada pela primeira vez, confirmamos que não se trata apenas de prestar um serviço, mas de transformar vidas. É sobre dignidade, saúde e a certeza de que um direito básico está finalmente chegando a quem sempre esperou por isso”, afirma Sinval.

Válvulas inteligentes preservam redes

Outro destaque é a incorporação de tecnologia ao sistema de distribuição. A concessionária instalou cerca de 200 válvulas inteligentes, equipamentos que ajustam automaticamente a pressão nas tubulações de acordo com a demanda de cada região. Com isso, é possível garantir maior estabilidade no fornecimento, evitar oscilações e preservar a rede, contribuindo diretamente para a redução de perdas e para que a água chegue com mais regularidade e eficiência às residências.

O avanço também ganha relevância diante do cenário nacional. Embora o Brasil concentre cerca de 12% da água doce superficial do planeta, mais de 33 milhões de brasileiros ainda não têm acesso à água potável, segundo dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (Snis). Esse quadro reforça a importância de investimentos estruturais para ampliar o acesso a um serviço essencial.

Nesse contexto, as ações no estado do Rio de Janeiro estão alinhadas ao Marco Legal do Saneamento, que estabelece metas ambiciosas para universalizar o acesso aos serviços no país. O objetivo é alcançar 99% de cobertura de abastecimento de água e 90% de coleta e tratamento de esgoto nas áreas urbanas até 2033.

Emprega Elas: Águas do Rio conquista certificação da Prefeitura por compromisso com inclusão

Postado por [email protected] em 16/mar/2026 -

Estratégia da concessionária é ampliar a presença de mulheres nos seus quadros e seguir promovendo impacto social

Quando empresas assumem, na prática, o compromisso com a equidade de gênero, o impacto ultrapassa os muros corporativos e reverbera em toda a sociedade. Ações voltadas à ampliação de oportunidades, ao desenvolvimento de talentos e à construção de ambientes mais inclusivos demonstram que mudanças concretas também se consolidam por meio de políticas internas consistentes e decisões estratégicas. Nesse contexto, a Águas do Rio recebeu, na última quarta-feira (4), o “Selo Bronze – Empresa Parceira das Mulheres”, concedido pela Prefeitura do Rio.

O certificado, entregue por meio da Secretaria Municipal de Políticas para Mulheres e Cuidados, reconhece a adesão da concessionária do grupo Aegea Saneamento ao Programa Emprega Elas, iniciativa que conecta mulheres capacitadas em políticas públicas municipais a oportunidades de trabalho em empresas parceiras. A cerimônia foi realizada na sede da concessionária, na Praça Mauá, Zona Portuária do Rio, e contou com a presença da secretária municipal Joyce Trindade:

“A partir do momento em que uma empresa como a Águas do Rio abre portas para milhares de mulheres e incentiva o crescimento profissional delas, está ajudando a transformar perspectivas de futuro. A participação cada vez mais expressiva das mulheres no mercado de trabalho representa uma verdadeira transformação social”, afirmou Joyce.

Diretora institucional da Aegea, Tatiana Vaz Carius ressaltou que o propósito central do grupo é transformar realidades e construir um legado estruturante, capaz de gerar impacto social duradouro e ampliar oportunidades para as próximas gerações. A meta é aumentar de 32% para 45% a presença feminina em cargos de liderança até 2030:

“O acesso à água e ao esgoto tratado impacta diretamente a vida das mulheres brasileiras, trazendo saúde para elas e suas famílias, mais dignidade e novas oportunidades de estudo e trabalho. Mas nosso compromisso vai além de levar saneamento para todas: queremos também mais mulheres atuando na operação e na transformação desse setor essencial para o desenvolvimento do Rio e do Brasil”, disse Carius, que recebeu o certificado das mãos da secretária Joyce Trindade.

Banco de talentos e novo programa

O Emprega Elas funciona como um banco de talentos que reúne mulheres de diferentes formações e regiões da cidade, muitas delas em situação de vulnerabilidade social, promovendo a conexão entre candidatas qualificadas e vagas disponíveis no mercado. 

A cerimônia na sede da Águas do Rio também contou com a assinatura de uma carta-compromisso, reforçando sua atuação na promoção da igualdade de gênero e no fortalecimento da presença feminina no mercado de trabalho, e com o anúncio de iniciativas propostas pelo programa interno Mulheres no Saneamento, que visa fortalecer um ambiente de trabalho mais equitativo e ampliar possibilidades de crescimento profissional. Entre as metas estão a elevação contínua da participação feminina na companhia e o incentivo à formação de novas lideranças.

Atualmente, a empresa conta com mais de 11 mil colaboradores diretos e indiretos, sendo mais da metade moradores de comunidades de sua área de concessão. Essa presença amplia oportunidades, aproxima a operação das demandas locais e contribui para a melhoria contínua dos serviços prestados. 

“Historicamente, muitos segmentos foram estruturados sem a presença feminina em espaços de decisão. Ampliar essas oportunidades é um compromisso com justiça social, com o desenvolvimento do país e com a construção de um futuro mais igualitário”, concluiu Carius.