Postado por Carla Faria em 13/abr/2026 -
Iniciativa reúne comunidade escolar e moradores num ato que misturou arte urbana e conscientização sobre meio ambiente

Por décadas, a Praia da Bica, na Ilha do Governador, foi associada à poluição e à desconfiança de quem pensava duas vezes antes de entrar na água. Agora, os sinais começam a apontar em outra direção. Nesta sexta-feira, dia 10, a orla dessa praia no Jardim Guanabara virou ponto de encontro que reuniu estudantes da rede pública, professores e moradores em uma ação que misturou arte urbana e conscientização ambiental, marcando uma nova fase para a região. A iniciativa foi promovida pela Águas do Rio, empresa do grupo Aegea.
O movimento acontece justamente quando os indicadores começam a acompanhar essa mudança de percepção. Entre janeiro e março deste ano, segundo dados do Inea, a Praia da Bica foi considerada própria para banho em 80% das medições, um resultado que evidencia o avanço dos investimentos da concessionária em ações de saneamento, monitoramento e fiscalização na área.

Durante o encontro, a importância da preservação da praia e o papel fundamental da população na construção de um ambiente mais limpo e saudável foram temas recorrentes entre os participantes, a maioria formada por alunos da Escola Municipal Costa Rica, que fica na região. A programação incluiu a revitalização de parte do muro entre a faixa de areia e o calçadão, com pintura e a criação de um grafite artístico produzido em conjunto com mais de 20 estudantes. O trabalho foi conduzido pela artista local Renata Vaz, que destacou a conexão entre a arte e o território.
“A escolha dos elementos do grafite foi pensada para representar a biodiversidade marinha da região. Trabalhamos com espécies que fazem parte do ecossistema local, como peixes e outros animais marinhos encontrados aqui na Baía de Guanabara. Como moradora do bairro, quis reforçar a importância de preservar o ambiente para nós e para essas espécies”, explicou Renata.

Enquanto isso, Marcella Gonçalves, supervisora de Responsabilidade Social da Águas do Rio, ressaltou o papel das novas gerações na transformação do território.
“Envolver as crianças nesse tipo de ação é fundamental para a construção de um legado. Além disso, elas se tornam multiplicadoras da mensagem dentro de casa e na comunidade, entendendo que a conservação da praia e do local onde moram também depende das atitudes do dia a dia de cada um”, afirmou.
Investimento de R$ 11,4 milhões
A ação reforça o compromisso da Águas do Rio em promover mais qualidade de vida para a região. A concessionária está investindo R$ 11,4 milhões na modernização da Estação de Tratamento de Esgoto da Ilha do Governador (Etig) e na implantação de coletores em tempo seco em cinco pontos estratégicos. As obras têm como objetivo impedir que cerca de 4,9 milhões de litros de esgoto por dia sejam lançados na Baía de Guanabara, o equivalente a duas piscinas olímpicas, contribuindo diretamente para a recuperação das praias da Bica, da Engenhoca e da Guanabara.
Desde o início da concessão, em novembro de 2021, a empresa já investiu R$ 5,5 bilhões nas 27 cidades fluminenses onde atua, beneficiando 3,5 milhões de fluminenses com obras de melhorias.
Postado por Carla Faria em 31/mar/2026 -
Iniciativa já recolheu mais de 9,9 mil litros do resíduo e contribuiu para preservar cerca de 248,9 milhões de litros de águas de rios e mares
Um gesto comum na cozinha pode causar um efeito devastador no meio ambiente: apenas um litro de óleo de cozinha descartado de forma irregular em pias e ralos é capaz de contaminar cerca de 25 mil litros de água. A dimensão do problema ajuda a explicar o impacto do programa De Olho no Óleo, da Águas do Rio, que já arrecadou mais de 9,9 mil litros de óleo usado. Com a destinação correta desse volume, a iniciativa contribuiu para preservar aproximadamente 248,9 milhões de litros de água de rios e mares. Agora, a concessionária do grupo Aegea avança com a inauguração de um novo ecoponto na Urca, na Zona Sul carioca, o 28º em todo o estado.

O descarte inadequado do material, apesar de parecer inofensivo, provoca uma série de efeitos no sistema de esgotamento sanitário e no meio ambiente. Ao entrar na rede e entrar em contato com a água fria, o óleo se solidifica e forma uma massa rígida, capaz de bloquear a passagem e comprometer o funcionamento da estrutura.
As consequências vão além da infraestrutura: o acúmulo dessa gordura pode provocar retorno de esgoto para os imóveis, mau cheiro nas ruas, extravasamentos em vias públicas e até a proliferação de ratos, baratas e outros vetores. Ao alcançar as galerias de drenagem, esse material também pode chegar a rios, lagoas e ao mar, ampliando os danos ambientais.
Óleo vira sabão, ração animal e biodiesel
Moradores e comerciantes podem participar da iniciativa armazenando o óleo em garrafas PET ou recipientes similares, facilitando a coleta, a entrega e o reaproveitamento do resíduo. Esse material é transformado em produtos como sabão, ração animal, biodiesel, dentre outros, contribuindo para a economia circular, além de ser revertido em doações a instituições sociais fluminenses.

A unidade na Urca foi instalada no Posto BR da Avenida Portugal, em uma área estratégica que facilita o acesso dos moradores. A chegada do projeto ao bairro atendeu a uma demanda da própria comunidade, representada por Aurimar Prazeres, presidente da Associação de Moradores Renova Urca, que, ao conhecer a iniciativa, identificou convergência com as ações já desenvolvidas na região.
“A implementação deste ecoponto na Urca fortalece uma cultura de responsabilidade ambiental, criando um ciclo sustentável entre moradores, escolas e instituições locais e gerando um benefício concreto para todos. Além de dar destinação correta ao resíduo, todo o óleo arrecadado será revertido em material de limpeza para as escolas vizinhas”, afirma Aurimar.
Marta do Nascimento, coordenadora pedagógica da Escola Municipal Estácio de Sá, uma das instituições mobilizadas pelo programa no bairro, destaca o papel da escola na conscientização da comunidade.
“Já desenvolvemos um trabalho de educação ambiental com os alunos, e o De Olho no Óleo chega para fortalecer e dar continuidade a essa iniciativa. Nosso objetivo é engajar as crianças a incentivarem seus familiares a adotar práticas mais responsáveis no descarte, promovendo uma mudança de comportamento em casa.”
Para Marcella Gonçalves, supervisora de Responsabilidade Social da Águas do Rio, o projeto alia benefícios ambientais e transformação social.
“O De Olho no Óleo mostra que pequenas mudanças de hábito podem gerar grandes resultados. Além de proteger o meio ambiente e a rede de esgoto, conseguimos devolver esse cuidado em forma de benefícios para a própria comunidade, fortalecendo uma cultura de sustentabilidade”, destaca.
Sobre o De Olho no Óleo
Por meio dos 28 ecopontos espalhados pela Águas do Rio em cidades de várias regiões, a população pode destinar o óleo de forma adequada, evitando que ele seja despejado em pias e ralos, prática que pode causar entupimentos, extravasamentos e outros problemas no sistema de saneamento. Além disso, o material coletado é reaproveitado na produção de itens sustentáveis, promovendo a economia circular e gerando benefícios diretos para as comunidades atendidas.
Confira os endereços de todos os ecopontos no link a seguir: https://www.aguasdorio.com.br/responsabilidade-social/