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Equipamentos analisam parâmetros como turbidez, pH e cloro e ampliam o acompanhamento do abastecimento na capital

A Águas do Rio está ampliando o uso de soluções tecnológicas para acompanhar a qualidade da água distribuída na capital fluminense. Entre as ferramentas adotadas pela concessionária do grupo Aegea está o skid de monitoramento, um conjunto de equipamentos que permite avaliar continuamente características da água e enviar os dados, em tempo real, para o Centro de Operações Integradas (COI), localizado na Praça Mauá, na Zona Portuária carioca.

Na prática, o sistema funciona como uma estação automatizada de análise. A água que circula pela rede passa pelo equipamento e é submetida a medições constantes de turbidez, pH e cloro, parâmetros fundamentais para o acompanhamento das condições do abastecimento. As informações são transmitidas instantaneamente às equipes técnicas, permitindo vigilância contínua e atuação ágil sempre que algum indicador apresenta alteração.

A tecnologia atua como uma camada adicional de controle, complementando o rigoroso acompanhamento já realizado por meio de coletas manuais periódicas e análises laboratoriais, em conformidade com os padrões estabelecidos pela legislação vigente.

Na capital, a concessionária já conta com cinco skids e prevê a instalação de mais quatro unidades, ampliando a fiscalização da qualidade da água em pontos estratégicos do sistema de distribuição.

Entre os exemplos de aplicação da tecnologia está o equipamento instalado no Reservatório Pedregulho, em São Cristóvão, na Zona Norte. No local, o sistema monitora uma vazão aproximada de 2.300 litros por segundo, cerca de 8,3 milhões de litros por hora, volume suficiente para encher mais de três piscinas olímpicas no mesmo período. A unidade é responsável pelo abastecimento das regiões central e portuária da cidade, além de bairros como Catete, Glória e Flamengo, na Zona Sul, evidenciando o alcance dessa supervisão em áreas estratégicas.

Outro ponto relevante fica na Adutora Veiga Brito, mais conhecida como Túnel-Canal, uma das principais vias de escoamento da água produzida pela Cedae no Sistema Guandu. Com 34 quilômetros de extensão, a estrutura liga a Elevatória do Lameirão, operada pela Cedae e localizada em Santíssimo, na Zona Oeste, ao Reservatório dos Macacos, na Zona Sul. No bairro da Praça Seca, na Zona Sudoeste, essa adutora acessa a área de concessão da Águas do Rio, onde também foi implantado um skid. O equipamento acompanha a vazão total que passa naquele ponto do sistema, cerca de 13,7 mil litros por segundo, o equivalente a aproximadamente 49 milhões de litros por hora.

Com a atual distribuição dos equipamentos, a empresa já consegue acompanhar, em tempo real, a qualidade da água em toda a sua área de atuação na capital, que inclui o Centro e as zonas Norte e Sul. A ampliação do número de skids permitirá um controle ainda mais detalhado e preciso do sistema de distribuição.

“O uso desses equipamentos representa um avanço importante na forma como acompanhamos o abastecimento na cidade. Com o monitoramento online, conseguimos observar os parâmetros da água em tempo real e agir rapidamente sempre que necessário, reforçando a segurança do sistema e do serviço prestado à população”, afirma Renan Mendonça, diretor executivo da Águas do Rio.

A implantação desses sistemas faz parte de um projeto mais amplo da concessionária, que prevê a instalação de cerca de 40 skids em toda a área de concessão, incluindo capital, Baixada Fluminense e interior do estado.

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